Ramiro Celestino dos Santos

Cem anos Sem solidão
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    • SINOPSE

    Nasceu no Sítio Pilões em Feira Grande, e lá esteve conectado com as nuances da existência! Brincou, estudou e, viu parte desse tempo passar, sem deixar de viver o que a vida reservou aos seres humanos. Viveu seus passos pelas alegrias e tristezas!

    Ele é um raríssimo ser que carrega sobre sua história edificante, cem anos de uma vida vigorosa e plena. Com uma visão de águia, ele dá um show de simpatia e um referendo de um ser que esbanja alegria em demasia que ultrapassa o natural, ele vive o extraordinário.  

    O Gênio Gabriel Gárcia Márquez, se tivesse tido a oportunidade de conhecer Ramiro Celestino, certamente escreveria outra obra prima, desta vez com o nome de: Cem Anos Sem Solidão. 

    Ainda na infância brincava de Reisado ao lado de seu irmão que era o Mestre. Nesse folguedo ele era o Coice do Marujo. O mesmo aconteceu quando mais tarde, já residindo no Sítio Piauí, sendo o Mestre de Reisado. 

    Na escola de sua infância, o miolo da palmatória de braúna era tônica incentivante da aprendizagem. E o respeito aos mais velhos era marca da educação da época com valores e princípios.

    Em 1952, chega para morar no Sítio Piauí e lá esteve sempre engajado em prol do desenvolvimento do centenário ambiente. 

    Saía guiando o carro de boi, carregado de cana caiana para retirada do caldo, na lanchonete Antônio do Caldo, que era situado no centro de Arapiraca, ao lado da Concatedral; E além de vender cereais nas feiras. 

    A farinha excedente era vendida ou comprada a Manoel Leão da Silva, em um salão na Praça Marques, atualmente Banco Bradesco, que anos mais tarde foi abrigo e cenário do Cine Leão, primeiro cinema de Arapiraca. 

    Deus, a família e os amigos, formam à tríplice aliança que ele sempre buscou e manteve e, ainda mantém em sua vida como o sal que à tempera. 

    Enfrenta dificuldades com a mesma destreza de outrora. E para ele a decepção é uma grande mestra, pois sempre que ela vem, lhe dá motivo de traçar uma nova rota, trazendo muita aprendizagem. 

    Quando ele nasceu em 1921, Arapiraca era Vila de Limoeiro de Anadia, conquistando sua emancipação política somente três anos depois.

    Memória viva das passagens de Lampião, Maria Bonita e outros Cangaceiros em Arapiraca e região.

    Esposo de saudosas lembranças, pai, agricultor, feirante, carreiro, poeta do improviso, mestre na arte no manuseio do badoque e detentor de uma simpática grandeza.  Ele vem horando e trabalhando pelo progresso da Terra de Manoel André. Assim, inquestionavelmente, Ramiro Celestino dos Santos, tornou-se uma das centenárias Raízes de Arapiraca.

    • FICHA TÉCNICA

    Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistada Ramiro Celestino dos Santosa, nascida em 21 de Maio de 1921 | Redação José Sandro – Entrevistador Aldo CS |  Local da gravação Povoado Piauí, Arapiraca/AL | Data da gravação 01 de dezembro de 2020 | Revisão editorial Suely Mara | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, Caio e Aldo C | Diretor de produção Aldo CS | Filmagem Sandro Ferreira | Edição Egmar | Técnico de som Sandro Ferreira | Colaboradores Suely Mara Lins Melo e Diana Ferreira dos Santos | Projeto gráfico Aldo CS | Designer gráfico Aldo CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro