SINOPSE
Antônio Roberto de Melo, o sábio caminhoneiro. Nasceu na Fazenda Munguba, em Pão de Açúcar. Naquela época, o ambiente era tomado por uma vegetação nativa e densa, que proporcionava um clima de tranquilidade em uma paragem natural de um tempo inesquecível.
Ali, ouvia de seu pai sobre o engenho, a rapadura, o alfenim, o mascavo e outras doçuras do tempo; o gado leiteiro e os ovinos. Era um tempo que se locupletava pelo árduo trabalho na agricultura. Teve carro de propulsão de um quarteto de carneiros e aprendeu um pouco da Cartilha do ABC e tabuada sob a orientação da professora Maria José.
Ficou órfão de mãe aos quatro anos e logo mudou-se para a Fazenda Algodãozinho, em Jacaré dos Homens. Como de costume na época, casou-se cedo, e as responsabilidades aumentaram, assim como a vontade de educar seus filhos, que nasceram no decorrer dos anos. Em 1969, veio morar na Rua Aprígio Jacinto, no Alto do Cruzeiro.
Dali em diante, desenvolveu suas habilidades como caminhoneiro e, então, surgiu o seu sucesso econômico — tudo dentro dos limites de uma estrutura que pudesse proporcionar dignidade para o seu núcleo familiar.
Ele vive hoje na frieza das noites de inverno do seu Santo Esmeralda, recanto que contém uma agradável aura, trazendo aragem na suavidade do ar. O Santo Esmeralda, antiga área dos Caititus, foi loteado na década de 1980 pelo fumicultor Atanagildo Ferreira, o Neném Marciano, e outra área por Sebastião Ribeiro, figura ilustre do Alto do Cruzeiro.
Ele driblou as dificuldades e tornou-se uma das lendas do trabalho em sua terra, pois é um ser dotado de sabedoria e humanidade que, com seu labor, contribuiu para o desenvolvimento econômico e cultural do lugar que tão bem o acolheu; ele deu sua contribuição para com sua cidade do coração.
Travou batalhas, muitas delas árduas. Também cantou, chorou e sorriu em sua vida, que floriu neste jardim arapiraquense. Esposo, pai, agricultor, carreiro, comerciante de miudezas, feirante, caminhoneiro, sábio e revolucionário na arte de fazer o bem.
Ele diz que pode morrer hoje, mas não sente inveja de quem morre. Como trabalhou muito pela terra de Manoel André, Antônio Roberto de Melo tornou-se uma das raízes de Arapiraca.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 5ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 17 de outubro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Davi Salsa | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo, Victor Valentim, Manoel Angelino (Arapiraca) | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.