SINOPSE
Antônio Vieira de Arruda, o Touzinho, o maior arauto do cavaquinho. Nasceu no povoado Minguaú, em Santa Cruz do Capibaribe, Pernambuco, e, aos oito meses de vida, foi morar na cidade de Lagarto, em Sergipe.
Aos cinco anos de idade, em 1958, chegou a Arapiraca, indo morar na Avenida Rio Branco, em frente à Escola Adriano Jorge, onde o menino Touzinho iniciou seus primeiros estudos. Trabalhou no comércio de seu pai, uma carvoaria em frente à estação ferroviária de Arapiraca. Aos 12 anos, trabalhou na olaria no Riacho Perucaba, atual Vale da Perucaba. Carregou malas das madames na cabeça, da estação ferroviária até o Hotel Lopes. Foi carroceiro de burra e carregava bancas para a feira, onde também foi vendedor de cereais.
Sua mãe lhe ensinou as primeiras notas musicais. Começou ganhando dinheiro nos bares do Alabê, do Rui Baiano e do Jesus, e no Bar da Zezé, esposa do Coronel Argolo, ambos no Arraial de Bogote, em Arapiraca — o “Cabaré Velho”. Ainda na infância, foi vendedor de picolé da Sorveteria Central, do ex-prefeito José Barbosa, que o apresentou ao cantor Altemar Dutra.
Foi membro da orquestra Som 7, do maestro Nelson Palmeira, além de outras bandas. Foi policial militar e músico competente da orquestra da Briosa, instituição alagoana. Cantou ao lado do maior seresteiro da música brasileira, Altemar Dutra. Foram inúmeros shows por este país e, ao lado do “Trovador do Amor”, levou um rosário de esperança aos corações ávidos de poemas cantados em sentimentalismo demais, mas sem demasia.
Festança, paixões gloriosas, noites de cantoria e dias de declamações, acompanhado de seu instrumento de corda — pequeno como Nelson Ned e, tal qual, de potente sonoridade. Com seu dedilhar nas cordas do cavaquinho, este sonoro instrumento chora e, ao mesmo tempo, ri. Multi-instrumentista, cantor harmonioso, esposo e um gigante da cultura musical.
“Romântico é sonhar, e eu sonho assim”, já cantava o mestre Altemar Dutra. Touzinho vive em sonho o seu dom de cantar e propagar o trovadorismo da língua portuguesa brasileira, escola literária de fino gosto. Pela forma singular como canta e toca o amor nesta terra, Antônio Vieira de Arruda, o Touzinho, tornou-se uma das raízes sonoras e culturais de Arapiraca.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 8ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 28 de novembro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Caio Ceza, Jimmy Gonçalves | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de Oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.