SINOPSE
Maria dos Santos Silva, carinhosamente conhecida como Lili, é a estrela da Lagoa d’Água. Nascida em Palmeira dos Índios, Alagoas, ela chegou ainda cedo ao Sítio Poção. Em um relicário envolvente, sob o farol e o retrovisor do tempo, sua história é tecida por tradições, calmarias e uma humildade e simplicidade em demasia.
Sua vida foi marcada pelo canto do galo e pela beleza do assobio. Havia sempre o convite do bule, o cheiro gostoso do café e o estalar da madeira no rústico fogão a lenha. Naquela casa, a comida era sempre saborosa, pois o único tempero que nunca faltava era o amor. Enquanto a meninada brincava no terreiro, seus primeiros estudos foram realizados na escola da vida.
Logo, ela mudou-se para a Lagoa d’Água. Lá, sua trajetória fluiu como água, feito cachoeira caindo em cascata — um retrato belo de uma vida bem vivida. Com uma decência reluzente, enfrentou as dificuldades de cabeça erguida. Já se vão 60 anos nesta nova moradia, onde superou muitos obstáculos, especialmente na época em que o verão castigava severamente devido à falta de água.
O socorro vinha dos tanques que acumulavam a água das chuvas do inverno passado, principalmente na Lagoa d’Água, que deu nome ao lugar. Inúmeras vezes, ela mandou seus filhos buscarem água em uma carroça de burro na cacimba de água doce — que, na verdade, não era tão doce assim, mas servia para saciar a sede e era uma das únicas soluções. Essa fonte jorrava perenemente aos pés da ladeira, entre a Baixa do Capim e a Serra dos Ferreiras, nas proximidades do alagadiço que outrora pertenceu a Manoel Pereira.
Seu pai, Francisco José dos Santos, era um pagodeiro famoso, dono de uma voz harmoniosa que ecoava pela região. Ele fez história nos salões da zona rural de Arapiraca e, principalmente, na construção de casas de taipa, a arquitetura dominante na cidade desde os tempos de vila. Esposa saudosista, mãe dedicada, agricultora e um ser que esbanja luz, Maria da Silva Lili tornou-se, com toda a sua história, uma das raízes de Arapiraca.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 9ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 28 de novembro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Caio Ceza, Jimmy Gonçalves | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de Oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.