SINOPSE
Maria Ferreira da Silva, a filha do Arcanjo. Nasceu em um paraíso denominado Sítio Caititus, Arapiraca, Alagoas. Foi neste ambiente que ela brincou com bonecas de milho, trabalhou e floresceu no amplo jardim da vida.
Filha do agricultor Manuel Arcanjo, filho natural de Coruripe, Alagoas, mas que ali chegou em 1906 e foi adotado pelo casal Francisco Pereira de Albuquerque (filho de Maurício Pereira de Albuquerque, fundador do Capiatã) e Teotônia Nunes de Albuquerque (filha de Manuel Nunes de Albuquerque, fundador dos Caititus).
Sua mãe, Joana Nunes da Silva, a “Joana Parteira”, filha de Levino Nunes de Albuquerque, fundador da Chã dos Levinos em 1933 (atual Jardim Esperança, antiga Cohab Velha), foi uma das mais requisitadas parteiras da região.
Ela fala das idas ao Sítio Bananeira, onde ia buscar água com um pote sobre a cabeça, e das lavagens de roupas no Riacho Perocaba: momentos difíceis e marcantes. Estudou com o primeiro professor do Sítio Caititus, Antônio José de Albuquerque, com quem aprendeu as primeiras letras e a assinar o nome.
Maria Ferreira casou-se com o saudoso Pedro Nunes Ferreira, o “Pedoca Marciano”, e ambos foram donos de antigas bodegas em várias localidades desta cidade, inclusive na parte central, além de trabalharem como fumicultores na região. Pedoca era um seresteiro muito talentoso.
Ela recorda muitos acontecimentos importantes vividos e testemunhados por seus olhos reluzentes, como a estrondosa bomba soltada pela oposição no centro da cidade, no comércio do deputado Abraão Fidélis de Moura, onde ficou assustada com a multidão presente no evento. Lembra-se do velho carro de boi de Macionílio Pereira trazendo cargas de madeira para abastecer as casas de farinha do lugar. Lembra-se também dos guerreiros e pastoris idealizados e organizados por seu padrinho e avô, Francisco Pereira de Albuquerque, que, no passado, animava os Caititus e a pequenina cidade de Arapiraca nas décadas de 1940 e 1950.
Sua lendária história de vida e sua capacidade de vencer os obstáculos impostos pela vida a colocam no pedestal da história, sendo um espetáculo fascinante por suas características de vencedora. Sobrinha-tataraneta de Manuel André, Maria Ferreira da Silva é uma das raízes históricas de Arapiraca.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 8ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 28 de novembro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Caio Ceza, Jimmy Gonçalves | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de Oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.