SINOPSE
Maria Teresa Nunes de Sá, Dona Teresinha, a confeiteira.
Maria Teresa Nunes de Sá nasceu no centro de São Miguel dos Campos. Ajudar sua tia, Morena de Sá, nos afazeres domésticos, o Lar Carnaval, dançar de baiana, dançar pastoril em frente à Igreja da Rua da Ponte e os pastoris da Rua da Bica faziam parte de sua infância em seu berço natal.
Em 1940, chegou a Arapiraca, indo morar na Rua Pinga Fogo, atual Rua Aníbal Lima, mudando-se depois para a Rua do Comércio, em frente à Igreja Velha de Nossa Senhora do Bom Conselho, onde hoje se localizam as Lojas Guido. Naquela época, sua casa também servia como mercearia de seus pais, Otília Rodrigues de Amorim e José Ferreira de Sá. Seus vizinhos eram Francisco Pereira Lima, Luiz Santos, Antônio Vital, Gino Vital, a Professora Chiquinha Macedo, Alípio Caldas, Domingos Vital, o Padre Epitácio Rodrigues, Pedro Bernardino e Pedro Cavalcante, entre outras figuras ilustres.
Em 1955, foi morar na Praça Marques. Ela conta que entrava de graça no Cine Leão e no Trianon devido à sua amizade com familiares do proprietário do cinema. Namoros na juventude preenchiam seu tempo; sua mãe lhe dava amor e “pisa” devido aos seus pretendentes frequentes. As festas da Praça Marques, organizadas por seu irmão, o folclorista Zé de Sá — um dos maiores vultos da arte de Arapiraca —, faziam parte de sua juventude.
Confeiteira prendada, aprendeu a profissão com sua tia, Morena de Sá, e com sua mãe. Segundo ela, ambas confeccionavam bolos para casamentos e festas de aniversário de figuras conhecidas da sociedade arapiraquense. Suspiros, tarecos, bolos, salgados, brasileiras e outras iguarias eram produzidos por suas mãos. Seus pais morreram em seus braços, em afagos derradeiros de amor e de despedida.
Casou-se com o comerciante Jonas Nunes Ferreira, com quem constituiu uma prole de homens e mulheres de bem. Moradora da Rua São José, no tradicional bairro Alto do Cruzeiro, participou ativamente das festas de fim de ano. Uma mente privilegiada, uma história de vida repleta de vivências e testemunhos que retratam o cotidiano das últimas oito décadas da terra de Manoel André. Assim, Maria Teresa Nunes de Sá, Dona Teresinha, tornou-se uma das raízes de Arapiraca.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 6ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 17 de outubro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Davi Salsa | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.